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Dia Nacional dos Povos Indígenas: o que o espetáculo “Makuxi: uma aventura na Amazônia” nos ensinou

  • Foto do escritor: Nayara Calixto
    Nayara Calixto
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Em 19 de abril, celebra-se o Dia dos Povos Indígenas no Brasil. Criada em 1943, mais do que uma simples comemoração, essa data se configura como um momento de reflexão crítica sobre a realidade dos povos originários e de reconhecimento da urgência de políticas públicas que assegurem seus direitos. Também é uma oportunidade para enfrentar e desconstruir preconceitos e estigmas historicamente associados a esses povos, reafirmando seu protagonismo e sua importância na sociedade brasileira.

Além disso, essa data nos convida a refletir sobre a importância dos povos originários não apenas na história, entendida como passado, mas também no presente e no futuro. Todos nós temos muito a aprender com as concepções de mundo e os modos de viver dos povos indígenas.


No ano de 2024, a Balleto realizou o espetáculo “Makuxi: uma aventura na Amazônia”. Com texto de Bruna Bottino, o espetáculo nasceu do encantamento pela Amazônia e pela vasta cultura dos povos originários. Em entrevista, Bruna destaca que seu principal objetivo com o trabalho era trazer à discussão o respeito às diferenças, sejam elas culturais, religiosas ou de outra natureza.


É válido dizer que não se tratou de uma cópia ou tentativa de “representação fiel”, mas de um trabalho cênico inspirado nos povos originários. Esse foi um cuidado essencial durante a produção do espetáculo, a fim de evitar representações simplistas e estereotipadas.


E qual foi o caminho encontrado pela escola para que o tema fosse trabalhado de forma aprofundada?

A partir de um trabalho consciente em sala de aula. Ao anunciarmos o espetáculo e os temas de cada coreografia, os professores foram orientados a desenvolver esses temas em aula. Ou seja, o processo não se resumiu à cópia e reprodução, mas envolveu reflexão sobre o tema trabalhado. Por exemplo, as turmas que abordaram o tema Naiá/Vitória-régia leram, em aula, a lenda correspondente e realizaram uma reflexão sobre ela. Também aprenderam mais sobre as características da planta aquática vitória-régia.

Com outras turmas e temas, ocorreram processos semelhantes de reflexão e aprendizado. Dessa forma, todo o processo criativo do espetáculo envolveu pesquisa e responsabilidade, caracterizando-se como um processo artístico-educativo.


Mais do que um resultado no palco, o espetáculo “Makuxi” foi um processo de aprendizado coletivo. Ao longo da criação, alunos e professores aprenderam juntos sobre a importância do respeito às referências culturais e o valor do coletivo. Esses aprendizados ultrapassam o espetáculo e permanecem na formação de cada bailarino.

Como escola de dança, entendemos que a arte tem um papel importante na construção da consciência e do pensamento crítico. Por isso, seguimos comprometidos em valorizar a diversidade dos povos indígenas, buscar informações e referências responsáveis e reconhecer os limites entre inspiração e apropriação cultural.


Em 2025, o espetáculo passou por uma adaptação para ser apresentado pela Balleto Art&Cia, uma companhia independente profissional formada por professores e alguns alunos de turmas mais avançadas da escola.



Hoje, revisitamos esse trabalho com um olhar mais atento e amadurecido, e você pode assistir completo no link abaixo: 




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